Reconstituição da antiga Jerusalém

Trump reconhece Jerusalém como capital israelense e incendeia o mundo

Reconstituição da antiga Jerusalém
Reconstituição da antiga Jerusalém

Sérgio Botêlho

Nada que possa conturbar ainda mais o mundo é atitude bem-vinda. Pior, quando há uma ação conturbadora sobre uma das regiões mais conflagradas da Terra: o Oriente Médio. Reconhecer Jerusalém como capital de Israel é uma dessas atitudes indesejáveis.

Foi exatamente isso o que fez o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, nessa quarta-feira, 06.12. Maior potência militar e econômica do mundo, hoje, a decisão tomada por seu líder maior tem peso enorme nas relações políticas e econômicas internacionais.

Acontece que Jerusalém é cidade sagrada para as três mais importantes religiões mundiais, da atualidade: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Com a decisão, para além do significado geopolítico, existe a inevitável recorrência religiosa, uma face explosiva da situação criada por Trump.

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelos norte-americanos, está na mesa dos presidentes do país há vários mandatos. No entanto, em nome do equilíbrio e da paz no Oriente Médio, nenhum deles ousou tomar uma decisão, assim.

Os demais países ocidentais, em sua maioria, pensam do mesmo jeito que os presidentes anteriores dos Estados Unidos. O presidente da França, Emmanuel Macron, por exemplo, adiantou que não concorda com a decisão de Trump.

“Esta é uma decisão lamentável que a França não aprova e vai contra o direito internacional e todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Macron a jornalistas em uma coletiva de imprensa em Argel.

A verdade é que o mundo aposta, ainda, e, não parece haver outro caminho, que não o da conversa. Apesar de todas as dificuldades até agora encontradas para uma solução pacífica ao conflito árabe-israelense, pior é apostar diretamente no confronto, como é o caso da decisão de Trump.

Os países árabes, à unanimidade, criticaram duramente a decisão norte-americana. O Hamas é um dos mais influentes grupos políticos da Palestina, mantendo um braço armado, e, nessa quarta-feira, 06, ainda, convocou uma nova revolta palestina (intifada) contra Israel.

Diante da gravidade da situação, oito países, entre os quais, França, Itália, Suécia e Reino Unido, pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, que deve ser realizada nessa sexta-feira, 08, em caráter de urgência.

Tomara que dê tempo para o mundo evitar o pior, pois, pelo que se soube, o Estado Islâmico vibrou com decisão de Trump, uma vez que ao grupo mais radical do mundo islâmico o que interessa é a radicalização do ambiente, para que mais militantes venham correndo para suas fileiras.

 

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