Sérgio Botêlho - Colunista Política e Governança

PT e PMDB juntos, outra vez? Aliança pode se estender a diversos estados do país

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Sérgio Botêlho

Não sei se haverá coragem do PT paraibano (no sentido de enfrentar o descontentamento de suas bases locais, principalmente), mas, não podem ser consideradas favas descontadas a possibilidade de petistas e peemedebistas se unirem num projeto estadual.

Caso isso aconteça, o que acabaria determinando a aliança seriam interesses nacionais das duas legendas. Mas, devagar com o andor: o projeto nacional entre peemedebistas e petistas tem tudo para incluir o PSB, do governador Ricardo Coutinho.

Vamos por partes, como diria o açougueiro. O sinal para o PMDB foi dado bem recentemente por ninguém menos que o presidente nacional do PT, Luiz Marinho, unha e carne com Lula, se reportando às eleições do próximo ano.

Segundo ele, o partido tem de rever, com vistas a 2018, a proibição de alianças com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma. E justificou: é preciso recuperar a maioria do povo brasileiro que apoiou o afastamento da ex-presidente.

Há razões outras, igualmente, fortes, a apontar para um reatamento de petistas, peemedebistas, e, muito provavelmente, socialistas e pedetistas. Afora aquela de ordem política, apontada por Marinho, tem a financeira, que pesa enormemente.]

A jornalista Lydia Medeiros, dos quadros de O Globo, lembra em seu blog, edição desta sexta-feira, 03, que PMDB e PT, juntos, terão direito a ¼ do fundão eleitoral recentemente aprovado no Congresso, que equivale a R$1,8 bilhão de recursos públicos.

Os ¾ restantes deverão ser distribuídos entre as mais de 30 legendas restantes no espectro partidário nacional. Quer dizer: PT e PMDB, junto, serão fortes demais, podendo, ainda, atrair, além de PSB e PDT, mais próximos, já, outras legendas.

E tem mais, segundo Lydia: as conversas entre petistas e peemedebistas já começaram, para valer, a nível nacional, conforme ela, incluindo, via Congresso Nacional, proibição de delação de réus presos, restrição de conduções coercitivas, limites para investigações sobre escritórios de advocacia e a lei de abuso de autoridade.

Façam suas apostas, a roleta das eleições de 2018 já está rodando. E, quando os números do jogo começaram a aparecer, o resultado pode deixar os jogadores de queixo caído. Quem viver, verá.

 

 

 

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