Ilustração do PSDB sobre o programa que fez autocrítica sobre a política do partido

Política: programa do PSDB divide o partido

Ilustração do PSDB sobre o programa que fez autocrítica sobre a política do partido
Ilustração do PSDB sobre o programa que fez autocrítica sobre a política do partido

Depois de fazer autocrítica e criticar o governo Temer, em programa nacional de TV e rádio, o PSDB está dividido ao meio, entre os que desejam o rompimento e os que defendem a permanência do partido na base de sustentação do governo Temer

No programa, autorizado pelo presidente em exercício da legenda, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o partido diz que errou ao aceitar troca de favores individuais, apesar da verdadeira necessidade do cidadão brasileiro.

“O PSDB sabe que é a hora de assumir os seus erros. Acabamos aceitando como natural o fisiologismo que é a troca de favores individuais e vantagens pessoais em detrimento da verdadeira necessidade do cidadão brasileiro. Temos que revisar nossos erros, temos que nos conectar com as pessoas. Erramos cada vez que cedemos ao jogo da velha política”, enfatiza um dos trechos do programa.

Do Palácio do Planalto, choveram críticas de auxiliares do governo. O chanceler brasileiro, e senador tucano licenciado, Aloysio Nunes, de São Paulo, escreveu em seu perfil no Facebook: “Eu diria aos que conceberam e aprovaram essa mensagem: alto lá! Os governos tucanos que apoiei ou dos quais participei não se reconhecem nessa caricatura. Tenho 30 anos de vida parlamentar e nunca recebi dinheiro ou pedi vantagens para apoiar as agendas em que acredito”.

O PSDB, atualmente, ocupa quatro ministérios no governo Temer: Cidades, Relações Exteriores, Direitos Humanos e Secretaria de Governo.

Já o ministro secretário de Governo, o baiano Antônio Imbassahy disse que “em vez de fortalecer o partido e apresentar contribuições ao país, preferiu-se expor, em rede nacional, uma divisão interna que, a meu ver, já havia sido superada. As dificuldades e divergências precisam ser resolvidas com diálogo e equilíbrio e não com atitudes autoritárias e desagregadoras. Desconheço que o conjunto do partido tenha sido consultado sobre o que foi ao ar”.

Até a Câmara dos Deputados, segundo a Coluna do Estadão, em sua edição desta sexta-feira, 18, estuda processar diretamente Tasso Jereissati, como responsável pelo programa, em virtude das acusações de deputados cooptados por favores.

Tasso conta, no entanto, com o apoio de grande parte da bancada de deputados federais, principalmente os mais jovens, que desejam o rompimento do partido com o governo.

Da Redação do Política e Governança

 

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