Lista de Fachin: ponto de inflexão.

Lista de Fachin: ponto de inflexão. Será que o Brasil vai mudar?

Sérgio Botêlho #política&governança

Saiu a lista dos políticos citados pelas dezenas de executivos delatores membros da, até recentemente, poderosa construtora Odebrecht. Da nominata constam os titulares dos três poderes da República: o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado Federal, Eunício de Oliveira. O presidente da República não pode ser processado, em função do cargo, por acusações que não digam respeito ao período do mandato que exerce. Os demais, responderão aos inquéritos, no Supremo Tribunal Federal.

Além desses, três dos cinco ex-presidentes da República ainda vivos também são apontados pelos delatores, e vão responder a inquéritos, a saber: Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Dilma Rousseff e Lula, estes últimos do PT. Os dois ex-presidentes ainda vivos que sobraram, Fernando Collor de Melo e José Sarney, já respondem a outros inquéritos instaurados pelo próprio Supremo.

Mas, não fica nisso. Nos assentimentos de agora, sob a responsabilidade do ministro Edson Fachin, coordenador da Lava Jato no STF, são arrolados nas delações nove ministros do atual governo da República, afora um ministro do Tribunal de Contas da União. Completam a lista de Fachin quatro governadores, 29 senadores, 42 deputados federais, além de prefeitos e ex-prefeitos de importantes cidades brasileiras. Um verdadeiro cataclismo político.

Neste preciso instante da vida nacional, estão arrolados em diversos inquéritos, pelos mesmos motivos, propina e caixa 2, todos os 10 maiores partidos do Brasil.

Mais do que saber o que acontecerá com os inquéritos abertos por Fachin, e os demais que foram instaurados, antes, e os que ainda serão determinados pela Justiça, nas suas diversas instâncias, convém torcer pela possibilidade de o Brasil mudar o funcionamento de suas instituições, a partir da atual crise. Está claro que há um problema superestrutural grave, a gerar tantas irregularidades, necessitando urgentemente ser modificado.

Infelizmente, não se vislumbra qualquer proposta realmente séria, e de consequências realmente profundas. Algo que teria necessariamente de ser realizado, na perspectiva do fortalecimento da Democracia, no Brasil, por uma Assembleia Nacional Constituinte exclusivamente eleita para a feitura de uma nova Constituição, acompanhada por consultas populares sobre os temas mais relevantes. E, na sequência, eleições gerais.

Não creio que essa seja uma proposta que venha a ser considerada. No entanto, não há outra saída. Sem que o povo legitime uma nova organização do Estado Brasileiro, e empreste o seu voto para novos dirigentes dos três poderes, não há solução para a crise instalada, em vias de agravamento. Essa é a realidade brasileira, do momento, sem tirar nem por. Um raro instante que poderia se tornar em um vital ponto de inflexão para mudar o país.

 

 

 

#ListadeFachin #LavaJato

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